Unitau processa
Instituto São Rafael

Uma transação não explicada levou a entidade filantrópica a pagar com cheques do sem fundos do Instituto mensalidades de uma aluna matriculada no curso de Pedagogia


Cheques envolvidos na questão; Abaixo processo movido pela Universidade de Taubaté contra o Instituto São Rafael

Por Marcus Citti

       Todos os anos a Universidade de Taubaté faz acordos com seus alunos credores, para que, assim, eles possam se matricular concluir a faculdade. Um desses casos de inadimplentes foi o Instituto São Rafael, que devia cerca de seis mil reais para a Unitau. Para efetuar esse acordo o instituto deu dois cheques, da pessoa jurídica Instituto São Rafael. Os dois cheques foram devolvidos com a rubrica sem fundos. Para conseguir receber, a Unitau entrou com processo contra a instituição, obrigando-a assim, entregar parte de seus bens como penhora para pagar o valor da divida.
       Antes disso, a Universidade tentara receber o valor da divida de forma amigável. Porém, o Instituto não honrou a dívida. Como a instituição não cumpriu com o pagamento da dívida, ela foi obrigada a penhorar bens no mesmo valor. Penhorou um carro, três refrigeradores e dois frízeres, conseguindo com isso o pagamento de sua divida com a Unitau. O Instituto, através de seu presidente Paulo Bonani, se recusou a fazer qualque declaração.

Unitau

       “Dentro da Universidade não existe empecilho legal que nos impeça de aceitar cheques de pessoas jurídica, para efetuar o pagamento de acordos. Mas, existem algumas coisas que nos levam a não aceitar esses tipos de cheques. Por exemplo, cheque previamente preenchido, sem que o titular do mesmo esteja presente no acordo; se o cheque não for da praça; ou se for de terceiros. Esses são alguns empecilhos, mas cada caso é um caso”, declara o chefe da Procuradoria Jurídica da Unitau, João Irineu. Segundo o procurador, o acordo feito com o Instituto não foi tratado com a aluna em questão, mas sim com o representante legal do Instituto, o Sr. Paulo Bonani Filho.
       Esgotadas todas as maneiras amigáveis de conseguir receber do Instituto a dívida em questão, a única maneira encontrada pela universidade para conseguir receber o valor foi penhorar os bens da instituição. “Somente em último caso, quando não conseguimos receber de outra maneira, é que penhoramos os bens de nossos credores” declara Irineu.

Instituto São Rafael

       A busca pelo estudo está ficando cada dia mais difícil, porém, não é penhorando bens que se paga os estudos. Ainda existem outras maneiras de se conseguir recursos para cobras mensalidades atrasadas. Porém, no caso do Instituto São Rafael, muitas indicações aponta, para a existência de mistérios inexplicáveis.
       Na edição 335 de CONTATO foi mostrado que existe uma luta política que prejudica os deficientes visuais ali internados. E que a instituição gerida até pouco tempo atrás por Patrícia Barbosa Guisard passa por um momento delicado marcado por disputas, acusações e até violência.
       O casão dos processos movidos pela Unitau contra a entidade coloca, mais uma vez, o senhor Paulo Bonani Filho no meio do turbilhão e lança, ao mesmo tempo, um sinal de alerta que podia muito bem ser captado pelo Ministério Público.