Todos os anos a Universidade
de Taubaté faz acordos com seus alunos credores, para que,
assim, eles possam se matricular concluir a faculdade. Um desses
casos de inadimplentes foi o Instituto São Rafael, que
devia cerca de seis mil reais para a Unitau. Para efetuar esse
acordo o instituto deu dois cheques, da pessoa jurídica
Instituto São Rafael. Os dois cheques foram devolvidos
com a rubrica sem fundos. Para conseguir receber, a Unitau entrou
com processo contra a instituição, obrigando-a assim,
entregar parte de seus bens como penhora para pagar o valor da
divida.
Antes disso, a Universidade
tentara receber o valor da divida de forma amigável. Porém,
o Instituto não honrou a dívida. Como a instituição
não cumpriu com o pagamento da dívida, ela foi obrigada
a penhorar bens no mesmo valor. Penhorou um carro, três
refrigeradores e dois frízeres, conseguindo com isso o
pagamento de sua divida com a Unitau. O Instituto, através
de seu presidente Paulo Bonani, se recusou a fazer qualque declaração.
Unitau
“Dentro da Universidade não existe empecilho legal
que nos impeça de aceitar cheques de pessoas jurídica,
para efetuar o pagamento de acordos. Mas, existem algumas coisas
que nos levam a não aceitar esses tipos de cheques. Por
exemplo, cheque previamente preenchido, sem que o titular do mesmo
esteja presente no acordo; se o cheque não for da praça;
ou se for de terceiros. Esses são alguns empecilhos, mas
cada caso é um caso”, declara o chefe da Procuradoria
Jurídica da Unitau, João Irineu. Segundo o procurador,
o acordo feito com o Instituto não foi tratado com a aluna
em questão, mas sim com o representante legal do Instituto,
o Sr. Paulo Bonani Filho.
Esgotadas todas as maneiras
amigáveis de conseguir receber do Instituto a dívida
em questão, a única maneira encontrada pela universidade
para conseguir receber o valor foi penhorar os bens da instituição.
“Somente em último caso, quando não conseguimos
receber de outra maneira, é que penhoramos os bens de nossos
credores” declara Irineu.
Instituto
São Rafael
A busca pelo estudo está
ficando cada dia mais difícil, porém, não
é penhorando bens que se paga os estudos. Ainda existem
outras maneiras de se conseguir recursos para cobras mensalidades
atrasadas. Porém, no caso do Instituto São Rafael,
muitas indicações aponta, para a existência
de mistérios inexplicáveis.
Na edição 335
de CONTATO foi mostrado que existe uma luta política que
prejudica os deficientes visuais ali internados. E que a instituição
gerida até pouco tempo atrás por Patrícia
Barbosa Guisard passa por um momento delicado marcado por disputas,
acusações e até violência.
O casão dos processos
movidos pela Unitau contra a entidade coloca, mais uma vez, o
senhor Paulo Bonani Filho no meio do turbilhão e lança,
ao mesmo tempo, um sinal de alerta que podia muito bem ser captado
pelo Ministério Público.