O
Partido Verde vive um momento de euforia em Taubaté. No
sábado, 20, mais de 200 filiados e convidados participaram
do I Encontro dos Filiados do Partido Verde (PV), promovido pelo
deputado estadual padre Afonso Lobato, presidente do diretório
municipal de Taubaté.
Muito animado com o resultado,
o deputado, em conversa exclusiva com nossa reportagem, não
esconde sua alegria ao constatar que o PV cresceu depois que Monteclaro
César e Pedro Henrique da Silveira, abandonaram a sigla.
“Eu senti a saída deles porque eles faziam parte
do nosso grupo. Quando nos distanciamos do prefeito [Roberto Peixoto],
achei que eles fariam a ponte. [Porém] eles optaram por
ficar com o prefeito. Foi quando assumi o PV”, conta padre
Afonso.
Mais adiante, o deputado não
esconde uma ponta de mágoa e manda o recado de que “eles
não deveriam esquecer que sae transformaram em assessores
por causa do PV. E olha que naquela eleição o Monteclaro
queria apoiar o Antônio Mário. Posso garantir que
[a saída deles] não afetou o PV. Pelo contrário,
[o Partido] melhorou porque me obrigou a assumir a presidência
e fazer uma série de evento”.
A pedido da reportagem padre
Afonso cita a Semana de Meio Ambiente, a Cartilha sobre Aquecimento
Global, o Concurso de Redação nas escolas por ocasião
da Semana do Meio Am biente, o I Encontro de Filiados que nunca
tinha acontecido e a marca de 900 filiados frente aos 600 que
existiam antes da mudança. Destaca também a Ceia
de Natal para arrecadar fundo para campanha de 2008 e a cereja
do bolo: a formação de um bloco carnavalesco, a
prova de que o PV está inserido na sociedade.
“O governo inibe”,
pensa alto o deputado, para concluir que “o PV não
estava no governo enquanto ideologia e programa, embora tivesse
alguns militantes fazendo parte dele. Esse governo é politicamente
frágil”.
Eleições
2008
Padre Afonso está convencido
que Taubaté precisa de uma terceira via: nem Ortiz e nem
Peixoto. Essa alternativa, para ele, tem de ser viável,
competente e dispor de projetos. E lembra que “embora o
prefeito tenha fragilidades, eles estavam juntos. Roberto Peixoto
é fortíssimo [por causa da máquina administrativa]
e a força do Júnior [Ortiz} está justamente
na fragilidade de Peixoto. Porém, tem muita gente que não
quer nem um e nem outro. E aí, entramos nós com
nossa seriedade e experiência parlamentar”.
E a campanha? “Foi antecipada
em Taubaté. Bernardo Oriz já foi para as ruas, as
chapas [de vereadores] já estão montadas e Roberto
Peixoto aderiu à essa antecipação”.
Padre Afonso garante que já
conversou com todos os candidatos. Avalia que foram muito tímidas
as conversas mantidas com o candidato tucano, Júnior Ortiz.
“Acreditamos num governo onde o poder seja compartilhado,
o que nunca aconteceu com Bernardo [Ortiz]”. E com Peixoto?
“Quer uma adesão ao seu governo”.
O deputado conta que tem conversado
muito com Antônio Mário, mas também com o
PDT, através de Izabel Camargo e a Mariazinha Ferraz. E
Joffre Neto? Uma incógnita.
Os tucanos ofereceram apoio
para o padre disputar uma vaga na Câmara Federal, em 2010.
“Essa proposta quase me obriga a sair candidato”.
Perspectivas
Padre Afonso garante que hoje
não tem nada acertado, além da possibilidade de
uma candidatura própria. “Tudo vai depender das pesquisas
que estamos fazendo (uma delas dá Peixot em 4o. lugar).
As pesquisas qualitativas vão definir o caminho e os próximos
passos que daremos”, revela o parlamentar.
E não deixa dúvidas
sobre suas pretensões quando afirma que “se tivermos
possibilidades vamos entrar nessa briga porque a 3a. via é
extremamente salutar para a cidade”. Baseado em quê?
“No exemplo da candidatura de Izabel Camargo, em 2004, que
mostrou que há perspectiva para uma 3a. via”.
E qual o maior empecilho?
“Falta de partidos com tempo na televisão”.
E a Igreja Católica? “O Bispo me dá a maior
força”.