| Cursos
apostilados 1
Um dos jornalistas econômicos mais respeitados do país,
Luís Nassif acaba de produzir um artigo que é um libelo
chamado “A guerra dos cursos apostilados”. Tia Anastácia
leu em voz alta para seu sobri-nho preferido e pediu para que enviasse
pro Nassif as últimas notícias publicadas pelo valeparaibano
na terça-feira, 9, sobre um caderno informativo com a tiragem
de 47 mil exemplares, a cores, da prefeitura de Taubaté,
mas bancado pela Editora Expoente, que vendeu R$ 33,4 milhões
de apostilas para o Palácio Bom Conselho.
Cursos
apostilados 2
Para Nassif, trata-se de “um mercado milionário, descoberto
alguns anos atrás por grupos de ensino tipo Positivo, Objetivo,
COC, Pitágoras, e que agora começa a ser invadido
também por grandes grupos editoriais – especialmente
Editora Abril e a Globo, sócia do grupo espanhol Santillena
na Editora UNO”. E continua: “Com o mercado perdendo
margem, houve uma corrida para os chamados “cursos apostilados”.
É um mercado que passa ao largo da avaliação
pública, atuando basicamente junto às prefeituras
(responsáveis pelo ensino fundamental), e que vem crescendo
com base em pareceres jurídicos que têm permitido aos
prefeitos fugirem da licitação”.
Cursos apostilados 3
Tia Anastácia, por outro lado, ficou profundamente decepcionada
quando leu o exemplo citado pelo amigo Nassif: “Com isso,
saiu-se completamente fora de controle do setor público,
tanto na qualidade quanto no preço, abrindo espaço
para esquemas de corrupção. Para dar uma idéia
dos valores envolvidos, na pequena Capão Bonito (cidadezinha
de 47 mil habitantes) a prefeitura adquiriu o sistema apostilado
de uma das redes por R$ 2.570.000, contra R$ 1.009.000 da segunda
colocada, diferença de R$ 1.561.000”. Uma ninharia
perto do R$ 33,4 milhões pagos à Editora Expoente.
(Leia na íntegra o artigo do jornalista econômico Luís
Nassif na página 10)
Cursos
apostilados 4
Além de pedir pro sobrinho enviar para Nassif as matéria
veiculadas no Valeparaibano, a veneranda senhora pediu que sobrinho
procure seu amigo para contar-lhe que na terra de Lobato a farra
é muito maior do que o jornalista imagina.
Calçada
1
Tia Anastácia teve que aumentar a dose do remédio
sintético da calmaria quando visitou a casa das amigas Arlete
de Macedo Brandão e Edna Maria Terra, na Rua Professor Moreira,
no Centro, e viu que uma das calçadas está quebrada
em três lugares. Ela ficou chocada quando soube que funcionários
da prefeitura passaram por lá, destruíram as calçadas
para retirar as raízes das árvores e nunca mais voltaram
para consertar. O detalhe é que a quebradeira foi feita em
janeiro e até agora ninguém da prefeitura voltou para
arrumar estrago.

Calçada 2
A primeira imagem que veio à cabeça da veneranda senhora
é que o desmonte das calçadas das amigas tivesse sendo
feito por uma empresa contratada pela Sabesp. Quanto tempo vai levar
para o conserto chegar? “Eu vou acender uma velinha para comemorar
o aniversário [da calçada destruída]”,
sentenciou dona Arlete.
Calçada
3
Vale lembrar as palavras do diretor do DOP na entrevista concedida
a CONTATO: “Nós temos a obrigação de
fazer este atendimento [conserto de calçadas] ao povo”.
Haja vela e reza braba!!
CEI
à vista?
A escandalosa obra feita por homens e máquinas da prefeitura
na calçada em frente à residência do diretor
de Obras, engenheiro Gerson Araújo, flagrada por CONTATO
e capa da edição 336, motivou um pedido de CEI –
Comissão Especial de Inquérito – na sessão
de terça-feira, 2. O requerimento foi assinado pelos vereadores
Jéferson Campos (PV), os tucanos Ângelo Filippini e
Orestes Vanone, Maria das Graças (PSB), Maria Gorete (PMN)
e Luizinho da Farmácia (PR).
CEI
à vista?
Tia Anastácia acompanha mais esse episódio que poderá
comprovar mais uma vez a semelhança que existe entre Brasília
e Taubaté, pelo menos no que se refere às manobras
da tropa de choque do Palácio Bom Conselho acantonadas no
Legislativo. Mas a veneranda senhora promete acender muita vela
e fazer muita reza para que nossos vereadores entendam o grau de
insatisfação que reina na terra de Lobato.
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