Toda
transfusão de sangue ou de seus componentes tem caráter
semelhante ao de um transplante. É geralmente um procedimento
de urgência e não deve ser encarado como um tratamento,
e sim como medida suporte a fim de manter a sobrevida até
que seja possível o diagnóstico, tratamento e recuperação
do cão. Por isso não se deixe enganar pela impressão
de pronta recuperação que o animal poderá
apresentar logo após a transfusão. Este estado poderá
ser provisório se a causa do problema e suas conseqüências
não forem eliminadas. Após uma transfusão
deve-se aumentar os cuidados e a observação, pois,
como um transplante, podem ocorrer reações e “rejeições”.
A maioria dos casos de transfusão
está associada à anemia severa ou perdas sanguíneas
por problemas hepato-renais, infecções por parasitas
do sangue (babesiose, ehrlichiose), intestinais (verminoses ou
protozooses) ou mesmo parasitas externos (pulgas e carrapatos),
além das deficiências alimentares, acidentes, intoxicações
e até grandes cirurgias.