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Fim
de semana de sol, no embalo da estação mais romântica
do ano, é impossível ficar “guardada”
entre quatro paredes, sem se sentir claustrofóbica e ansiar
por um ar mais puro. Pensando nestes dias quentes e tão azuis,
que em nosso confuso país são muitos, e talvez por
ter lido uma matéria sobre Frida Kahlo – primeira hippie-chic
do mundo, com seu gosto pelo exótico sofisticado, pela coragem
das cores e pela ousadia da estética, me vi tomada por uma
necessidade imensa de celebrar a natureza, com o verde de suas plantas,
o colorido intenso das nossas flores e a saudade doída das
construções avarandadas de nosso Brasil colônia,
com seus canteiros e bancos, onde se podia sentar e relaxar.
O mundo contemporâneo
com seus espigões brotando do solo tal qual erva daninha
nos afastou destes vastos núcleos verdes. Quando acordamos
para tal realidade, os canteiros haviam desaparecidos, muitas espécies
de árvores estavam irremediavelmente comprometidas e com
elas aquela umidade gostosa do ar que, mesmo nos dias mais quentes,
respirávamos com prazer. O planeta mudou, a natureza pede
socorro, o estrago já está feito.
Graças ao alerta dos
ecologistas, voltamos pouco a pouco a dar o devido valor ao verde.
Em casa ou apartamento, as varandas tornaram-se espaços mais
do que cobiçados, verdadeiros luxos com promessas de um pouco
de sonho e água fresca. À sombra de seu telhado, nos
dedicamos ao lazer mais puro: a conversa fiada com cafezinho à
volta de pequena mesa ou gostosa espreguiçadeira. Mesmo que
seja estreito e acanhado, um terraço sempre nos oferece uma
fatia do céu, um bocado de sol e o sopro de uma brisa ao
entardecer. Cercar-se de plantas e flores, se não redime,
ao menos refresca a alma e a consciência.
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•O fogo que arde: Que tal uma varanda muito colorida, com
paredes em tom vibrante, alguns toques Kitsch, com referências
religiosas, sagrados corações, vasos de pimenta,
bancos com decapê e gastos, arranjos com rosas vermelhas
e almofadas florais acompanhadas de cestos multicoloridos.
•Ponto a ponto: As varandas acabaram galgando cada andar
dos apartamentos, ainda que não se descortinem para os
matizes de verdes e azuis de mares e montanhas, e sim para o vizinho
logo à frente, pedem que sejam informais e confortáveis.
•Sem pedir demais: O lugar que já foi reinado absoluto
das redes e das cadeiras de balanço, incorporou um item
insuspeito: a Tina de Ofurô. Se observar a cidade do alto
é corriqueiro, contemplá-la com o corpo imerso em
água quente, é puro sonho.
•Quem tem uma boa imaginação sente até
o perfume das flores: Se for de todo impossível cultivar
um jardim natural, vire-se com arranjos artificiais de ótima
qualidade. Escolha as mais naturais, independente do tipo.
•Meu sangue latino: Um mundo colorido, irreverente, sem
preconceito, com muito respeito, onde a inveja fica bem longe.
No lugar de pimenteira, guiné, sal grosso e figa vermelha,
que tal a docilidade explosiva de lindas rosas carmim! 
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