Uma
pequena galáxia NGC 4254 foi abalroada por uma outra galaxia
desconhecida muito maior que ela. Os astrônomos começaram
a suspeitar de que se trataria de uma galáxia invisível
quando começaram a estudar a galáxia NGC 4254. Esta
galáxia, colidida, está com um aspecto pouco habitual,
evidenciando uma colisão cósmica. Todas as evidências
de uma colisão estão lá: o gás hidrogênio
sendo retirado numa corrente tênue e um dos braços
espirais totalmente deformado.
Mas o outro parceiro da colisão
não é visível.
Os investigadores haviam calculado
que um objeto com cerca de 100 bilhões de massas solares
teria passado junto à NGC 4254 nos últimos 100 milhões
de anos, criando a corrente de gás. Como não existe
nada visível nas vizinhanças, isto foi a pista de
que uma galáxia invisível poderia estar presente.
Uma busca detalhada revelou
um objeto misterioso chamado VIRGO HI21, localizado a cerca de
50 milhões de anos luz da Terra. Se fosse uma galáxia
normal, seria possível observá-la com um bom telescópio
amador. Mas não há lá nada. Nem o Telescópio
Espacial Hubble consegue ver lá uma única estrela
brilhando
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Assim,
os astrônomos podem ter detectado, pela primeira vez, uma
galáxia de matéria escura - um tipo de matéria
invisível, mas que apresenta efeitos gravitacionais detectáveis.
Os pesquisadores encontraram
uma região do espaço aparentemente vazia (veja detalhe
na foto abaixo, à esquerda) que contém uma grande
quantidade de matéria e que apresenta rotação
tal como uma galáxia, mas não contém estrelas
e não emite luz. A anomalia foi batizada de VIRGO HI21, e
sua velocidade de rotação chamou a atenção
dos cientistas. Se fosse composta de matéria “normal”,
os cientistas veriam uma imagem semelhante à da galáxia
NGC 7479, que você pode ver abaixo, à direita.
É possível que
a VIRGOHI21 tenha sido sempre assim, formada do gás primordial
e matéria escura que se formaram nos eventos logo após
o Big Bang. Ela parece ter andado livremente desde o Big Bang.
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