O porteiro sumiu do “Paraíso”


Não é difícil entender porque, na média, “Paraíso Tropical” a pior audiência da década.


Acorda zelador
Foi uma zorra total o último capítulo de “Paraíso Tropical”. Nenhuma surpresa no fato de Olavo ser o assassino. Afinal, ele é da “Tropa de Elite”. Piadas infelizes à parte, fiquei me perguntando: Como Olavo subiu na casa de Daniel, seu arqui-rival, sem que ninguém ficasse sabendo? O apartamento do mocinho parece a casa da mãe Joana. Sobe Thais, sobe Olavo e nada do porteiro desconfiar que alguma coisa errada estivesse rolando. E o delegado paspalhão interrogou todo mundo, menos o porteiro que estava de plantão. Aliás, um prédio de luxo como aquele devia ter câmeras de segurança até no elevador. E por falar em zelador. No último capítulo, o desfecho rolou no ap da Marion. Mais uma vez, a trupe toda foi subindo sem que o porteiro tomasse conhecimento. Chega Olavo sangrando e armado, chega Daniel com um revólver em punho, chega Antenor todo descabelado. E vai todo mundo subindo. Fico imaginando a cena. O porteiro vê o cara sangrando e vai logo mandando subir. Detalhe: ninguém se lembrou de chamar a polícia.

Daniel, o frágil
No grand finale também chamou atenção a briga fajuta entre Daniel, que segurava a arma como se fosse uma gelatina, e Ivan. Isso sem falar na história sem pé nem cabeça dos casos amorosos e filhos mil de Marion. A coisa foi tão confusa que ninguém consegue explicar direito. Engravidou de um, teve o filho de outro, diz que o pai era um terceiro.

Preto no branco
Alguém aí notou que o carro do Olavo, o bandido, era preto, e o de Daniel, o herói, branco? Aquela cena à la James Dean, carro contra carro, bem contra mal, foi de rolar de rir. Isso sem falar nas armas que cuspiam balas sem parar, sem que fosse preciso recarregar.

Sem sentido
O mais estranho foi que, por pressa e para ganhar tempo, fizeram uma edição porca do capítulo de sexta. Nunca antes na história deste país a Globo mandou para o ar capítulos finais diferentes na sexta e no sábado. No de sexta, a perua rica interpretada por Guilhermina Guinle vira gari sem mais nem menos. Só no sábado aparece a cena mostrando que ela foi condenada a prestar serviço comunitário por ter jogado um cinzeiro na cara da empregada. Também esqueceram, na sexta, de contar que Bebel perdeu o filho de Antenor. E que o casal gay viveu feliz para sempre.

Curtas “Duas Caras”

-Evilásio (Lázaro Ramos) é amante de Guigui (Marília Gabriela). Casal se encontra às escondidas na favela da Portelinha
-Branca (Suzana Vieira) ameaça matar Célia (Renata Sorrah)
-Juvenal Antena (Antônio Fagundes) sofre dois atentados
-Célia (Renata Sorrah) é apedrejada
-O gay Bernardinho (Thiago Mendonça) namora (Leona Cavalli) Dália
-Geraldo (Wolf Maya ) decide seguir Alzira (Flávia Alessandra)
-Maria Paula (Marjorie Estiano) deixa São Paulo e vai morar no Rio de Janeiro