Dr Daniel?
Que título é esse?


Antes de apresentar “Duas Caras”, algumas observações pontuais sobre a trama que finda


Dr Daniel, Dona Paula e Pacífico:

De nada adianta agora falar sobre o futuro de “Paraíso Tropical”. Quando esta edição chegar ás bancas, na sexta, faltará pouco para o derradeiro capítulo: um final cheio de catiguria e arguras para Bebel, Ivan e Daniel envolvidos na morte de Thaís, e por aí vai. Aproveito esse momento para despachar algumas anotações que fui acumulando nas últimas semanas.
A novela que finda hoje apresenta um modelo pouco ortodoxo de referência as castas sociais. Todo mundo que é rico ou pelo menos não é pobre é doutor. Sempre que um subalterno se dirige ou se refere a alguém mais abastado chama de DR.
As secretárias e o porteiro Pacifíco, por exemplo, chamam todos de Dr ou Dona, apesar de não haver na trama nenhum médico ou pesquisador com título doutorado. Agora, quando alguém de classe mais elevada se dirige a um superior o tratamento é outro. Daniel, por exemplo, só chama Antenor de Antenor. Já Olavo prefere “Tio”.

 


Delegado Paspalhão

Mas que delgado mais paspalhão esse que escolheram para resolver todas as dezenas de tentativas de assassinato da novela. O cara não resolve nada, acredita em tudo, aceita que gritem na sua orelha e está sempre com a mesma cara de “Será?”. Aliás, por falar nisso, esculhambaram com a criminalidade nos últimos capítulos da novela. Veneno pra cá, veneno pra lá. E o delegado paspalhão sempre lá, com a mesma cara.

Sobre “Duas Caras”

Com um bigodinho tifo cafajeste Antonio Fagundes será o líder de uma favela, chefe da comunidade e ídolo local. Terá um rival, o empresário Marconi Terraço. Marília Gabriela infelizmente está de volta. Boa jornalista, ela é péssima triz. Fará o papel de uma pobretona ativista, vice de Fagundes. Letícia Spiler será uma típica perua da Barra da Tijuca. Beth Faria também está de volta, como governanta de rico. Marília Pêra será uma fofoqueira. Esse é o núcleo considerado forte na trama.