A
democracia foi derrotada em Brasília e em Taubaté.
Lá, lançaram à latrina uma das principais
instituições da República, o Senado Federal.
Aqui, um acordo tão espúrio quanto aquele que orientou
40 senadores a votarem contra a cassação e os 6
que se abstiveram, obrigou uma militância ingênua,
porém oportunista, a aderir à canoa furada de uma
administração que irá para história
com a mesma folha corrida do PT. Aos vencedores as batatas!
Em Brasília, um grupo
de deputados federais devidamente autorizado pelo Supremo Tribunal
Federal foi agredido pela segurança despreparada que cumpria
ordens insanas de senadores que queriam esconder um segredo de
polichinelo que revelaria o voto de cada um de seus pares.
Em Taubaté, o presidente
do Partido dos Trabalhadores, Salvador Soares, ameaça publicamente
esse escriba que queria saber como tinha sido a reunião
que resultou em um golpe branco ao único vereador da sigla
e opositor ferrenho dessa administração que a cada
dia que passa mais se parece com o governo federal naquilo que
tem de mais condenável.
Os acontecimentos em Brasília
foram transmitidos ao vivo por todos os meios de comunicação.
Infelizmente, isso não acontece em Taubaté onde
predomina o interesse imediato de uma publicidade oficial.
O comportamento de Salvador
Soares, presidente do PT em Taubaté, é mais uma
prova da assimilação local dos métodos da
sua burocracia nacional (ver reportagem pgs 8 e 9). Em 1993, o
carro oficial da prefeitura de São José dos Campos,
que conduzia esse escriba então secretário da Fazenda,
foi cercado por jagunços que estavam em um carro com chapa
fria. A suspeita maior recaia sobre uma empresa que representada
pelo compadre de Luís Inácio Lula da Silva, que
no ano seguinte disputaria pela segunda vez a presidência
de República. Esse episódio retornou ao cenário
político recentemente quando a oposição descobriu
que aquele poderia a prova sobre a origem do caixa 2 petista.
Em março de 2005, esse
escriba foi covardemente agredido no aterro sanitário quando
fazia uma reportagem sobre os moradores do lixão. Os agressores
eram da famigerada Ronda Especial, uma milícia formada
por ex-policiais militares. Naquela ocasião, nem a imprensa
local e nem o PT se manifestaram, com exceção do
vereador Jéferson Campos. O prefeito Roberto Peixoto, tal
qual o presidente Lula, optou pelo silêncio dos medíocres.
|

Na
terça-feira, 11, quando ameaçado e desrespeitado
publicamente por Salvador Soares, presidente do PT de Taubaté,
fui questionado sobre minha autoridade para se referir ao dirigente
partidário e a respectiva sigla. Tudo isso recheado por
uma cena em que Soares ensaiava uma cena de pugilato no corredor
central da Câmara Municipal.
Sereno, respondi que estava
tremendo nas bases diante da ameaça e que minhas credenciais
eram poucas mas com certeza bastante razoáveis: fui fundador
do PT, trabalhei de graça como um dos editores de revista
Teoria & Debate do PT, denunciei um esquema de falcatruas
com dinheiro público que envolvia personalidades petistas
e que motivou minha expulsão do partido por exigência
de Lula, apesar dos pareceres favoráveis a mim da Comissão
de Investigação e da Comissão de Ética
do PT. E para completar, afirmei que eu era apenas um sobrevivente.
Diante dessa folha corrida,
Salvador Soares disse que não usaria a força física,
mas que acionaria a Justiça.
Ainda bem! 
|