Computadores
na Educação

O computador deve ser utilizado pelo aluno com a finalidade de que ele venha construir seu próprio conhecimento, transformando e utilizando a máquina como recurso dinâmico e inventivo

      A importância da integração dos computadores na educação deve-se hoje não só ao impacto que esta ferramenta tecnológica tem na sociedade, às novas exigências sociais e culturais que esta impõe, mas também ao desenvolvimento de Tecnologias Educacionais subjacente.
      Hoje, o computador já faz parte da vida das pessoas. Desde muito cedo as crianças sentam-se diante da tela para jogar ou desenhar. Culturalmente, o simples fato de se trabalhar com o computador é visto como uma atividade indispensável para alguém que quer participar e estar atualizado.
      Na visão instrucionista, o uso do computador na educação consistiria simplesmente na informatização dos meios tradicionais de instrução. O computador deve ser utilizado pelo aluno com a finalidade de que ele venha construir seu próprio conhecimento, transformando e utilizando a máquina como recurso dinâmico e inventivo. O educador pode dirigir seu trabalho de forma que o aluno utilize o computador não só para receber informações, mas sim para pensar e criar. Mas, antes do computador chegar na vida do aluno, é preciso que este chegue também na vida do professor
      No processo de integração dos computadores, diversos autores têm referido do papel do professor, sendo considerado como ponto crítico a sua formação. A falta e a necessidade da formação salientam-se por alguns aspectos. De entre eles, de fato, tem-se mostrado relevante as atitudes dos professores em relação a esta nova tecnologia que tem contribuído para os resultados positivos ou negativos do processo referido.
      Por um lado, uma desconfiança radical, o receio do emprego ser posto em causa e, por outro lado, uma admiração e um entusiasmo cego que leva a acreditar que o computador poderá resolver todos os problemas com que o ensino se debate, são atitudes dos professores que muitas vezes refletem somente um desconhecimento em relação à máquina e suas reais potencialidades . Também pode acontecer que alguns professores não estejam motivados, nem tiveram qualquer formação para lidar com esta nova ferramenta. Esta situação pode ser agravada pelo confronto com alunos que dominam inteiramente a máquina e com os quais os professores são, muitas vezes, obrigados a aprender.

      A formação dos professores é assim fundamental e deverá passar não só por dar respostas a questões relacionadas com o conhecimento da máquina, isto é, pela consideração da sua configuração física, pelo seu domínio e das suas diversas potencialidades, mas também pelo conhecimento das melhores formas de utilização do computador em determinadas situações pedagógicas, com determinados alunos e determinado espaço e uma unidade didática particular. Diversos educadores têm revelado sua preocupação com o papel dos professores em contextos pedagógicos que utilizam o computador.
      A explicitação dos papéis do professor enquanto utilizador, deverá conduzi-lo à descoberta ou redescoberta do seu lugar numa sociedade educativa diferente, informatizada e com novas exigências em que poderá, deverá, assumir outros papéis que não unicamente o de mero transmissor de conhecimentos mas sobretudo o de animador da aprendizagem, adotando outras formas de diálogo com os alunos e mostrando disponibilidade para contactos significativos para os outros. Por outro lado, enquanto produtor ou co-responsável na elaboração de programas educativos, o professor será, de certo modo, obrigado a repensar a sua forma de ensinar.
      Para a formação do professor é assim fundamental definir todo um caminho que deverá começar, com certeza, pela compreensão da natureza do computador mas que deve ter sempre como grande finalidade o entendimento desta máquina em termos da sua segunda natureza como um objetivo evocativo, um objetivo que fascina e precipita a reflexão.