Movimento estudantil
Resposta a reitora Lucila

Por Harold Maluf
Presidente do DABM – Medicina


Harold Maluf, presidente do DA da Medicina comanda os trabalhos na Camara na noite de 14 de agosto

      Já era previsível que a reitora, Profa. Maria Lucila Junqueira Barbosa, refutasse o Movimento Estudantil da UNITAU com argumentos falaciosos sobre a manifestação ocorrida no dia 14 deste mês. Mas, o que de fato surpreendeu foram seu comentários dirigidos a minha pessoa quando se reuniu com os Parlamentares e quando foi entrevistada pelo Jornal CONTATO.
      A incoerência da Profa. Lucila se inicia quando diz que o Movimento Estudantil não é representativo pelo número de alunos participantes. Pois bem, em três anos de vida acadêmica, não presenciei absolutamente nenhum programa, atividade ou qualquer evento de cunho cívico da universidade que agregasse mais do que 300 alunos, aproximadamente 2% dos alunos da UNITAU. Não sei qual é o parâmetro em números que a reitora tem para dizer a respeito da representatividade do Movimento Estudantil. Mesmo assim, ela estranhamente garante com suas palavras que a própria UNITAU não é representativa.
      Algumas frases da reitora são extremamente duvidosas. Por exemplo, quando faz sua avaliação sobre a manifestação, ela diz: “a partir do momento que haja invasão da privacidade e lesão ao bem público, eu não sou favorável. Eu lamento profundamente o que aconteceu na Câmara Municipal”. Quem acompanhou a manifestação de perto sabe muito bem que ela foi pacífica e em momento algum danificou qualquer patrimônio da cidade. Fica então a indagação: a reitora lamenta o embate entre um acadêmico com os vereadores ou uma suposta depredação da Câmara pelos estudantes?

      Mais duvidosas ainda são essas palavras: “Cheguei ao meu limite, ele (Haroldo) vai conversar comigo, nós chegamos a um acordo e, depois, ele fala coisas diferentes lá fora”. Gostaria muito de ter um acordo com a reitora, onde ela se prontificasse a aceitar as reivindicações do Movimento Estudantil, todas negadas numa reunião após a nossa penúltima manifestação. Peço que a reitora torne público o acordo que tenho com ela, pois não me recordo de absolutamente nenhum. Caso não haja resposta, será necessário uma ampla divulgação da afirmativa da reitora para que ela dê uma justificativa.
      O questionamento sobre a postura da universidade em punir os acadêmicos que se opõem a sua política não é falha. A reitora afirma que os alunos não são punidos por se oporem à política da universidade e sim quando saem de seu regime disciplinar. Pois é aí que se esconde o mal da questão porque o regime disciplinar pode ser uma poderosa arma punitiva (qualquer processo administrativo disciplinar tira o direito a bolsas de estudo) para quem diz coisas que desagradam a Administração Superior da UNITAU.
      Todos os alunos da Direção Executiva do Diretório Acadêmico da Medicina tiveram que assinar um processo disciplinar absurdo no começo do ano. A própria Profa. Lucila entregou às entidades comerciais que colaboram com a Medicina uma carta que depreciava o nosso trabalho enquanto grupo, o que não deixa de ser uma forma de perseguição. Tornaremos públicos os processos administrativos e a carta afixando-os nas paredes do campus e entregando-os para quem nos procurar.
      Em relação a uma possível ocupação de reitoria da UNITAU, garanto que este é um assunto que nunca foi pauta em reuniões do Movimento. Adianto que qualquer hipótese levantada no momento sobre isso é completamente infundada e inverídica.
      Não nego que apoio algumas iniciativas da reitora, especialmente aquelas que dizem respeito da democratização da universidade, mas, com todo o respeito que tenho pela Profa. Lucila, não posso deixar de criticar o que considero desfavorável aos alunos da UNITAU. Precisamos de um amadurecimento da Administração Superior da universidade em relação aos descontentamentos da comunidade acadêmica. O Movimento Estudantil não vai terminar porque a reitora disse não mais nos receber. Essa postura prejudica apenas a UNITAU, quando demonstra estar cada vez mais fechada à comunidade acadêmica. Bom somente para Anhanguera e Cia que vêm aportando na terra de Lobato.