Entre
a prisão e o cadelão
Na sinopse original de “Paraíso Tropical”,
a atriz Fernanda Machado tinha um papel secundário. Com
competência, ela foi cavando seu espaço e cativando
o núcleo de dramaturgia da Globo. O crescimento da atriz
também se deve às rocambolescas voltas criadas pelo
autor para dar agilidade a novela. Nos próximos capítulos,
Joana será cada vez mais acuada pelo cafetão Cadelão.
O bandido fará uma chantagem: ou a moça aceita fazer
programa com um de seus clientes, ou ele acabará com a
vida de Cássio. Ocorre que o pai biológico da garota,
o também cafetão Jader, vai ficar sabendo dessa
história. A saída não podia ser outra: matar
Cadelão. A primeira suspeita do crime será, é
claro, Joana. Ao ver sua amada enrolada com a justiça,
Cássio fica desesperado. E junta-se a Neli e Heitor para
tirar a moça da cadeia. No final das contas, Jader vai
“assumir o B.O.” e acabar em cana.
Mais um casamento
O desfecho será mais um clichê do horário
nobre. Joana e Cássio vão se casar. Adivinha onde?
No Hotel Duvivier, é claro. Tudo em “Paraíso
Tropical” acontece neste hotel. É óbvio, também,
que Joana acabará grávida do namorado. E que o boboca
Matheus ficará radiante com o irmãozinho.
Taís vai barbarizar
Antes de partir para outra vida, Taís vai dar trabalho.
Ela fará de tudo para infernizar geral antes de morrer
asfixiada com gás de cozinha. Começará chantageando
Antenor, que ofereceu R$ 5 milhões para ela tramar a separação
entre Paula e Daniel. Depois, parte para cima de Marion, exigindo
que convença Urbano a emprestar o apartamento dele em Paris,
para onde pretende fugir. Na sequência, usa o táxi
de Ivan para seqüestrar o pequeno Zé Luis, a fim de
pedir um resgate para Paula. Até Belisário será
enganado pela farsante.
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Curtas
- Lucas leva cozinheira de Antenor para Boston
- Fernanda separa Camila de Fred
- Eloísa vai para cama com Jader
- Gustavo se reconcilia com Dinorá
- Heitor se envolve com uma jornalista
A
dança do Galvão
Daniel Castro, titular da coluna "Outro Canal", da Folha
de S.Paulo, e Keila Jimenez, da seção "Tevê",
do Estadão, bateram cabeça na última terça-feira,
14 de agosto. Diante do retumbante sucesso da perseguição
da trupe do "Pânico na TV" ao locutor Galvão
Bueno - que no domingo, dia 12, alcançou 9,5 de média
e 12 de pico de audiência no Ibope - os dois colunistas
foram a campo coletar informações de coxia sobre
o tema.
As duas apurações apontaram para lados opostos.
As fontes secretas de Keila informaram que a direção
da Globo "teria sugerido que o narrador faça logo
a tal coreografia, a fim de encurtar o marketing em torno da caça".
Já as de Daniel disseram que "a Globo está
pedindo a seus artistas que evitem a fazer a ‘dança
do siri para os humoristas do Pânico’”. Ainda
segundo Daniel Castro, quem dançou foi repreendido pela
direção da emissora.
Sabe-se que, por enquanto, Galvão tem fugido da dupla Silvio
e Vesgo. Resta saber até quando ele resistirá. A
segunda etapa do minucioso planejamento estratégico da
cúpula do "Pânico" consiste em "convocar"
torcedores dos jogos do campeonato brasileiro transmitidos pela
Globo (e narrados por Galvão) para levarem aos estádios
faixas e cartazes pedindo que o locutor relaxe, goze e faça
a tal dança do siri.
A equipe do "Pânico" nem precisava de assessoria
de imprensa, mas conta com uma profissional da área para
cuidar da imagem. Trata-se da jornalista Karina Sato. Sim, ela,
irmã de Sabrina.
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