12 de julho:
greve geral da Polícia Civil

Categoria articula greve para mostrar à população e pressionar o Governo do Estado para a urgência de melhorias nos salários, que estão achatados durante todo o período do governo tucano. Por falar em sindicato, o dos Metalúrgicos, às portas das eleições sofre novo atentado. E Taubaté ganha mais um cidadão: o Tenente-coronel Paulo Ferraz da Hora

  

    O Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo juntamente com os órgãos de representatividade da categoria ,como em Taubaté, por exemplo, a Associação dos Servidores Públicos, Fundações e Autarquias, preparam uma greve geral dos 33 mil Policiais Civis do Estado.
      Segundo o presidente do Sindicato, João Batista Rebouças Neto, a greve tem o intuito de pressionar o Governo do Estado, principalmente na questão salarial.
      “São quatro as nossas principais reivindicações: O reajuste salarial de 48%, referente às perdas de 2002 a 2005, baseado no INPC. Pagamento de Licença-prêmio em dinheiro. A aposentadoria especial, direito de policiais com 20 anos na ativa e 10 fora e que as gratificações sejam incorporadas ao salário, tanto de quem está trabalhando, quanto ao aposentado”, destaca.
      O presidente do sindicato ressalta que a greve não é irresponsável. “Vamos nos basear na lei da iniciativa privada, onde 30% do efetivo continuará trabalhando. Já havíamos nos reunido com representantes do Estado, passamos nossas reivindicações. O prazo para uma resposta por parte até 16 de junho. Como não recebemos nem um “não”, avisamos que vamos para dia 12.”
      Ainda segundo os representantes da classe, as condições de trabalho hoje para o Policial Civil são “péssimas”. Em todo o governo tucano, desde Mário Covas, passando por Geraldo Alckmin e agora com José Serra, os policiais não tiveram nenhum aumento.

 

Paulo Ferraz, cidadão Taubateano

      O Tenente-coronel Paulo Ferraz da Hora recebeu o título de cidadão taubateano em solenidade realizada na Câmara Municipal no dia 28 de junho.
Paulo Ferraz da Hora é natural do Rio de Janeiro, e ingressou no Exército em 1980, pela Escola Preparatória de Cadetes do Exército, sediada na cidade de Campinas. No ano de 1995, foi o primeiro comandante do curso de formação de sargentos da aviação do exército. No Cavex, exerceu a função de instrutor de vôo e adjunto da seção de Comunicação Social.


      Foi em Taubaté que o tenente coronel graduou-se em ciências jurídicas, formando-se na Universidade de Taubaté, em 1995. Ainda no Vale do Paraíba, foi conselheiro do Taubaté Country Club por cinco anos e indicado ao pleito da presidência da entidade.


      Atualmente, o tenente coronel Paulo Ferraz da Hora é, também, assistente-secretário do general Cunha da Cunha no Cavex.



Sindicato dos Metalúrgicos sofre
mais um atentado

      Às portas da eleição sindical, a sede dos Sindicatos dos Metalúrgicos sofreu novamente um atentado. Na noite da última terça-feira, 3 de julho, a guarita de segurança foi atingida por cinco tiros. É o terceiro atentado que a entidade sofre em menos de um mês. O período coincide com o processo eleitoral da entidade, que é disputado por duas chapas. A Chapa 1 é dominada pela CUT e é a situação. A oposição conta com a Chapa 2, encabeçada pela central CONLUTAS. A eleição ocorre, em primeiro, turno, nos dias 11 a 13 de julho.

Versões sobre o general no TCC

      1) Em maio a democracia foi a grande vitoriosa na eleição realizada no Taubaté Country Club, o mais tradicional da terra de Jacques Felix. Por apenas 14 votos, a chapa encabeçada por José Luiz Miglioli derrotou a chapa de Paulo Ferraz da Hora. No calor dos acontecimentos, eis que aparece o general de brigada Eduardo Cunha da Cunha, comandante do Comando da Aviação do Exército – CAvEx. CONTATO publicou que o general havia sido chamado pelo candidato Paulo Ferraz, que é tenente-coronel da mesma força, para comemorar a vitória que considerava segura. Na ocasião, Ferraz teria pedido que fossem colocadas duas garrafas de uísque Red Label na sua mesa. E, no momento que general chegou, a situação eleitoral era outra: a chapa Rumo Certo, de Miglioli, havia ultrapassado a chapa Renovação e Harmonia, de Ferraz. A fonte dessa informação foi um grupo de associados simpáticos à chapa vencedora.

      2) Na festa realizada no cassino de oficiais, no CAvEx, para comemorar o título de Cidadão Taubateano, na quinta-feira, 30 de junho, general Eduardo fez questão de esclarecer que a versão divulgada não correspondia aos fatos. Ele de fato estivera no TCC porque fazia questão de prestigiar seu subordinado. Infelizmente, apesar de ser uma autoridade nacional, foi barrado na portaria, apesar de ter se identificado, uma atitude que considerou pouco elegante. O general não é sócio do TCC porque sua carreira militar o obriga a mudanças constantes. O oficial estava se retirando quando o funcionário avisou-o que poderia entrar. Para não ser indelicado com Ferraz, general Cunha foi até sua mesa. Naquele momento, a situação eleitoral ainda estava indefinida. Não é verdade que havia duas garrafas de uísque na mesa. Foram servidas apenas duas doses. Prestada a solidariedade ao seu subalterno, o general se retirou.

      CONTATO faz questão de registrar a versão dada pelo general Cunha porque tem como princípio restabelecer os fatos, mesmo que tardiamente. General Cunha fez questão de reafirmar sua relação antiga com Taubaté, que freqüenta desde o final dos anos 90, e prometeu contar essas histórias na entrevista que dará brevemente para esse semanário.