O
Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São
Paulo juntamente com os órgãos de representatividade
da categoria ,como em Taubaté, por exemplo, a Associação
dos Servidores Públicos, Fundações e Autarquias,
preparam uma greve geral dos 33 mil Policiais Civis do Estado.
Segundo o presidente do Sindicato,
João Batista Rebouças Neto, a greve tem o intuito
de pressionar o Governo do Estado, principalmente na questão
salarial.
“São quatro as
nossas principais reivindicações: O reajuste salarial
de 48%, referente às perdas de 2002 a 2005, baseado no
INPC. Pagamento de Licença-prêmio em dinheiro. A
aposentadoria especial, direito de policiais com 20 anos na ativa
e 10 fora e que as gratificações sejam incorporadas
ao salário, tanto de quem está trabalhando, quanto
ao aposentado”, destaca.
O presidente do sindicato
ressalta que a greve não é irresponsável.
“Vamos nos basear na lei da iniciativa privada, onde 30%
do efetivo continuará trabalhando. Já havíamos
nos reunido com representantes do Estado, passamos nossas reivindicações.
O prazo para uma resposta por parte até 16 de junho. Como
não recebemos nem um “não”, avisamos
que vamos para dia 12.”
Ainda segundo os representantes
da classe, as condições de trabalho hoje para o
Policial Civil são “péssimas”. Em todo
o governo tucano, desde Mário Covas, passando por Geraldo
Alckmin e agora com José Serra, os policiais não
tiveram nenhum aumento.
Paulo
Ferraz, cidadão Taubateano
O
Tenente-coronel Paulo Ferraz da Hora recebeu o título de
cidadão taubateano em solenidade realizada na Câmara
Municipal no dia 28 de junho.
Paulo Ferraz da Hora é natural do Rio de Janeiro, e ingressou
no Exército em 1980, pela Escola Preparatória de
Cadetes do Exército, sediada na cidade de Campinas. No
ano de 1995, foi o primeiro comandante do curso de formação
de sargentos da aviação do exército. No Cavex,
exerceu a função de instrutor de vôo e adjunto
da seção de Comunicação Social.

Foi em Taubaté que
o tenente coronel graduou-se em ciências jurídicas,
formando-se na Universidade de Taubaté, em 1995. Ainda
no Vale do Paraíba, foi conselheiro do Taubaté Country
Club por cinco anos e indicado ao pleito da presidência
da entidade.

Atualmente, o tenente coronel
Paulo Ferraz da Hora é, também, assistente-secretário
do general Cunha da Cunha no Cavex.
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Sindicato
dos Metalúrgicos sofre
mais um atentado
Às
portas da eleição sindical, a sede dos Sindicatos
dos Metalúrgicos sofreu novamente um atentado. Na noite
da última terça-feira, 3 de julho, a guarita de
segurança foi atingida por cinco tiros. É o terceiro
atentado que a entidade sofre em menos de um mês. O período
coincide com o processo eleitoral da entidade, que é disputado
por duas chapas. A Chapa 1 é dominada pela CUT e é
a situação. A oposição conta com a
Chapa 2, encabeçada pela central CONLUTAS. A eleição
ocorre, em primeiro, turno, nos dias 11 a 13 de julho.
Versões
sobre o general no TCC
1)
Em maio a democracia foi a grande vitoriosa na eleição
realizada no Taubaté Country Club, o mais tradicional da
terra de Jacques Felix. Por apenas 14 votos, a chapa encabeçada
por José Luiz Miglioli derrotou a chapa de Paulo Ferraz
da Hora. No calor dos acontecimentos, eis que aparece o general
de brigada Eduardo Cunha da Cunha, comandante do Comando da Aviação
do Exército – CAvEx. CONTATO publicou que o general
havia sido chamado pelo candidato Paulo Ferraz, que é tenente-coronel
da mesma força, para comemorar a vitória que considerava
segura. Na ocasião, Ferraz teria pedido que fossem colocadas
duas garrafas de uísque Red Label na sua mesa. E, no momento
que general chegou, a situação eleitoral era outra:
a chapa Rumo Certo, de Miglioli, havia ultrapassado a chapa Renovação
e Harmonia, de Ferraz. A fonte dessa informação
foi um grupo de associados simpáticos à chapa vencedora.
2)
Na festa realizada no cassino de oficiais, no CAvEx, para comemorar
o título de Cidadão Taubateano, na quinta-feira,
30 de junho, general Eduardo fez questão de esclarecer
que a versão divulgada não correspondia aos fatos.
Ele de fato estivera no TCC porque fazia questão de prestigiar
seu subordinado. Infelizmente, apesar de ser uma autoridade nacional,
foi barrado na portaria, apesar de ter se identificado, uma atitude
que considerou pouco elegante. O general não é sócio
do TCC porque sua carreira militar o obriga a mudanças
constantes. O oficial estava se retirando quando o funcionário
avisou-o que poderia entrar. Para não ser indelicado com
Ferraz, general Cunha foi até sua mesa. Naquele momento,
a situação eleitoral ainda estava indefinida. Não
é verdade que havia duas garrafas de uísque na mesa.
Foram servidas apenas duas doses. Prestada a solidariedade ao
seu subalterno, o general se retirou.
CONTATO
faz questão de registrar a versão dada pelo general
Cunha porque tem como princípio restabelecer os fatos,
mesmo que tardiamente. General Cunha fez questão de reafirmar
sua relação antiga com Taubaté, que freqüenta
desde o final dos anos 90, e prometeu contar essas histórias
na entrevista que dará brevemente para esse semanário.
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