Reforma
Administrativa
Bancada de Peixoto exige mudanças
no primeiro escalão
Silvia
Ramiro (Planejamento), Monteclaro César (Trânsito),
Sérgio Varallo (Serviços Urbanos) e Carlos Alberto
da Silva (Comunicação) estão com a cabeça
a prêmio, a pedido dos vereadores da base governista, que
exigem a saída dos assessores. Alegação: Incompetência.
Se não forem atendidos, Peixoto poderá reviver fato
histórico que não acontece em Taubaté há
25 anos: ficar em minoria na Câmara
Por
Bruno Monteiro
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1º
de Janeiro de 2005. Associação dos Empregados do
Comércio de Taubaté. Na ocasião, a posse
do prefeito Roberto Peixoto e dos 14 vereadores. Ao final da cerimônia,
Peixoto tinha ampla maioria na Câmara. Poderia contar com
13 dos 14 vereadores em sua base. Somente o petista Jeferson Campos
levantava a bandeira oposicionista.
12 de junho de 2007. Câmara
Municipal de Taubaté. Na ocasião, os vereadores
que restam na base governista vão à tribuna e disparam
críticas à atual administração. Preservam
o prefeito mas não escondem o descontentamento total com
nomes do primeiro escalão. Vereadores como Luizinho da
Farmácia (PR), Henrique Nunes (PPS), Rodson Lima (sem partido)
e até o sobrinho do prefeito, Carlos Peixoto (PMDB) cobraram
uma postura mais firme do prefeito em relação a
algumas questões.
Razão. O marasmo e a incompetência
de alguns setores da prefeitura provocaram um estresse político
tão grande que até mesmo os aliados mais próximos
do prefeito já não agüentam mais. O espectro
da eleição de 2008 ronda o Legislativo da terra
de Lobato. O mau serviço prestado por setores da administração,
o descontentamento da população, o desprezo e o
pouco caso – quase desprezo - para com os vereadores que
são cobrados por seus eleitores, são alguns dos
ingredientes que fizeram desandar o relacionamento do prefeito
Roberto Peixoto com sua base parlamentar.
O atual quadro já descortinado
e tornado público poderá reprisar um episódio
que não acontece desde a primeira gestão de Bernardo
Ortiz quando o então prefeito afrontou a Câmara em
nome da moralidade pública – os vereadores queriam
duplicar seus salários - e a agilidade administrativa que
ele queria estabelecer em sua administração. O episódio
minoria poderá se repetir. Porém, as causas são
completamente diferentes.
Fritura
O
descontentamento dos vereadores é mais marcante quando
o assunto é trânsito e serviços urbanos. Os
diretores desses departamentos, arquiteto Carlos Eugênio
Monteclaro César Júnior (Trânsito), e o engenheiro
Sérgio Varallo Ambrogi (DSU) estão praticamente
com as horas contadas, se seus empregos dependerem da base governista.
A fritura dos dois começou já na sessão do
dia 5 de abril, na Câmara Municipal quando o vereador Rodson
Lima disparou contra Monteclaro. Afirmou, entre outras coisas,
que Peixoto teria que escolher entre ele e o diretor.
A contenda continuou na última sessão, terça-feira,
12. O primeiro a revelar toda sua indignação com
a prefeitura foi o vereador Henrique Nunes (PPS). Ele classificou
como inadmissível Taubaté ainda não ter secretarias,
como havia prometido na campanha eleitoral de 2004, e usou o exemplo
de Santo Antonio do Pinhal, uma cidade bem menor, que há
cerca de um mês aprovou a criação de secretarias.
“Que o Peixoto cumpra sua promessa de campanha e crie secretarias”,
bradou Nunes. Mas o pito de Henrique não parou por ai.
Disse que a “prefeitura não tem comunicação.”
Quem também soltou o verbo
foi o presidente da Câmara e sobrinho do prefeito, vereador
Carlos Peixoto. “Tem pessoas na administração
que não deveriam ter começado [a trabalhar]. São
incapazes. Na prefeitura há verdadeiras antas”. Nesse
momento, houve troca de olhares e cochichos diante de uma pergunta
que ninguém ousava responder: quem seria a anta ou antas
da prefeitura?
A cada discurso, subia a temperatura
e o tom crítico e amargo dos discursos. Vereador Luizinho
da Farmácia, recém regressado de uma licença
médica, abandonou a escada e subiu o tom crítico
de elevador: “Tem departamento que não funciona.
O DSU não funciona.
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O
trânsito não funciona. Chega! Esta Casa exige ser
respeitada. Chega! de pouco caso com vereador”, disse o
parlamentar que, indignado, chegou a dar socos na tribuna. Carlos
Peixoto, nesse momento, para descontrair, prometeu comprar uma
tribuna nova por causa do risco que corria a ocupada por Luizinho
da Farmácia.
Peixoto
Semana passada, indagado por CONTATO
sobre as pressões exercidas pelos vereadores da base que
exigiam a troca de alguns nomes do primeiro escalão, Peixoto
foi categórico: “Não peço para os vereadores
trocarem seus assessores”. E para complementar, sua Assessoria
de Comunicação divulgou a seguinte nota:
“A Assessoria de Comunicação da Prefeitura
de Taubaté, informa que o prefeito municipal, Roberto Peixoto,
mantém diálogo aberto e franco com todos os vereadores,
especialmente da base aliada. Com relação à
transformação de Departamentos em Secretarias, informamos
que, também, trata-se de um projeto da atual administração
que vem sendo estudado tecnicamente.”
Porém, ao jornal Valeparaibano,
Peixoto admitiu trocar alguns nomes de sua administração:
"algumas mudanças de funções poderão
ocorrer dentro do processo democrático que norteia o governo",
disse o prefeito, em nota encaminhada ao jornal regional.
Comunicação
Carlos
Alberto da Silva, o Carlinhos, disse que não se pode confundir
o que é assessoria de imprensa e marketing. Em nota, a
assessoria se defendeu. Veja você mesmo, caro leitor, a
nota na íntegra e tire sua própria conclusão:
“Assessoria de Comunicação Social é
uma atividade que estabelece uma ligação entre uma
entidade (indivíduo ou instituição) e o público
(através da mídia). Portanto, Assessoria de Comunicação
é administração de informação.
Há ainda outras atividades relacionadas a Assessoria de
Comunicação que, no entanto, não devem ser
confundidas, por terem outras especificidades: Marketing, Endomarketing,
Webmarketing, Marketing de Permissão, Comunicação
Empresarial, Jornalismo Empresarial, Pesquisa de Mercado, Auditoria
de Imagem, Marketing cultural, político, educacional, esportivo,
rural, de responsabilidade social e lobby.
A equipe da Assessoria de Comunicação da Prefeitura
de Taubaté mantém contato diário, através
de e-mail, telefone ou fax, com 152 veículos de comunicação
– jornais, rádios, tvs, entre outros–, da região
valeparaibana e de vários Estados” (sic).
Trânsito
Carlos Eugênio Monteclaro
César Júnior disse estar tranqüilo e que o
prefeito tem todo o direito de fazer as mudanças que quiser.
“Sempre falo. Eu não sou diretor. Eu estou diretor.
E mais, meu cargo está à disposição
do prefeito desde o primeiro dia que ele assumiu”, disse
o titular do departamento de Trânsito.
Serviços
Urbanos
O
diretor do DSU, Sérgio Varallo Ambrogi, não quis
se pronunciar sobre o assunto justificou-se dizendo que estava
em reunião.
Planejamento
Ao
ser contatada por telefone, a diretora de Planejamento, Silvia
Ramiro, desligou imediatamente o telefone.
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