Cisto,

Quisto

       As palavras gregas kístes, cestas, e kystis, bexiga, deram origem a cisto (quisto) em português; no caso de kystis através do latim cystis. Ambas as palavras se escrevem em grego com K (kappa) e não com X (khi). De regra, a letra aspirada grega khi passa para o português com som gutural, que se expressa por qu antes das vogais e e i (ex: quelóide, quemose, quiasma, quitina), ao passo que a letra kappa, também gutural, mas não aspirada, evolui para c, qualquer que seja a vogal seguinte (ex: carpo, cefaléia, cifose, cirrose). Existem exceções que o uso consagrou, como cirurgia, que deveria ser quirurgia, a exemplo de outros derivados da mesma raiz kheir, mão, tais como quirodáctilo, quiromancia, quiroplastia etc.

       Em biologia o termo cisto é ainda usado em duas situações:
1- para caracterizar qualquer cavidade no organismo animal ou vegetal, revestida de paredes delgadas e contendo secreção líquida; e
2- para designar uma célula ou cavidade contendo elementos reprodutivos (cistos parasitários).
Na 3ª edição do dicionário de Aurélio Ferreira, conhecida por Aurélio século XXI, foi dada preferência à forma cisto, com remissão para quisto, ao contrário das edições anteriores.
A palavra cisto tem ainda outros significados:
*Espécie de cesta utilizada em rituais de festas pagãs dedicadas a divindades mitológicas.
*Em arqueologia, denomina-se cisto a uma escavação na rocha utilizada como sepulcro.
*Gênero de plantas da família das cistíneas.