tiaanastacia@jornalcontato.com.br

O sobrinho trapalhão
Carlão Peixoto ganhou o prêmio de melhor colaborador da coluna nessa semana. Tia Anastácia vai convidá-lo para um chazinho das 5, com direito a bolinho-de-chuva e outros babados. Confira as notas abaixo para saber se o vereador primeiro-sobrinho e líder do prefeito Roberto Peixoto merece ou não tão ambicionado prêmio.

Sofá e Chafariz
Lembra daquela história do marido traído que retirou o sofá da sala depois flagrá-la com o vizinho? Carlos Peixoto, mutatis mutantis, está propondo a retirada do chafariz do Largo do Chafariz, pode? Ele afirmou a uma rádio chapa-branca que o chafariz só serve para mendigo tomar banho. O problema para o jovem vereador que se diz católico de carteirinha não são seus irmãos mendigos. Mas o sofá, ops, o chafariz. Para o sobrinho preferido de Tia Anastácia, o vereador disse que além de mendigos, cachorros também se utilizam da água e completa “Vamos fazer outro chafariz, mais alto, no canto da praça. É o povo quem pede”.

Carlos “Maluf” Peixoto
Lembra daquela frase de Paulo Maluf, a respeito de seu candidato o Celso “Poste” Pita, que ele, Maluf não se candidataria se Pita fizesse um mau governo? Confira a semelhança: “Se eu sair candidato, que ninguém vote em mim”. A frase foi dita na terça-feira, 20, na tribuna da Câmara, pelo líder do governo de seu tio, e reafirmada ao sobrinho de Tia Anastácia. Ele jura que não vai disputar uma vaga na Câmara federal nas eleições de 2006. A veneranda senhora acendeu uma vela para que Carlão não tenha o mesmo destino de Maluf.

Pedra no caminho
No caminho oposto de Carlos Peixoto está o vereador Rodson Lima. O recém-chegado no PSC esteve em recente encontro da legenda onde explicitou aos correligionários sua intenção de oficializar candidatura a deputado federal.

Quem tem...., tem medo
A veneranda Tia Anastácia concluiu que a desistência do pleito de 2006, anunciada por Carlos Peixoto, confirmaria o receio do líder peixotista de perder a disputa pelo apoio do próprio tio, o prefeito Roberto Peixoto, para o seu mais novo companheiro de legenda, Rodson “Ambulância” Lima.

Governo Lula Peixoto 1
Na manhã de segunda-feira, 19, aquela rádio chapa-branca abriu seus microfones para o diretor municipal de Saúde, Dr. Pedro Henrique. Foi uma chuva de boas notícias da sua pasta durante toda a programação ao vivo. Aliás, as inserções publicitárias do departamento da Saúde vão de vento em popa. Só falta aparecer quem é o Duda Mendonça da prefeitura. Mas a patuléia (com o perdão de Elio Gaspari) está cansada de saber que propaganda não cura nem ressaca. Logo...

Governo Lula Peixoto 2
Terminado o “balanço da saúde taubateana”, dr. Pedro Henrique se mandou. Na seqüência, a rádio abriu espaço para seus ouvintes. De repente, dona Rita de Castro Faro Gentil entra no ar e conta que foi demitida recentemente do departamento de Saúde. Motivo: ter enviado uma carta à diretoria da creche que seu filho freqüenta, denunciando que o mesmo fora agredido. Dona Rita afirmou que procurou o prefeito Roberto Peixoto. “E ele me deu uma carta”. Empurrada de volta ao Dr. Pedro Henrique, a ex-servidora disse que ele também não resolveu o assunto. “[Ele] disse que não podia fazer nada”, lamentou.

Governo Lula Peixoto 3
Para deixar os nervos ainda mais aflorados da veneranda Tia Anastácia, a bendita rádio chapa-branca poderia até conseguir pegar aquele gancho e conseguir um “furo”, objetivo de todo jornalista sério. Porém, o programa rastejou-se até o final sem que o diretor municipal de Saúde entrasse novamente no ar para responder a acusação feita por dona Rita.

Dr. Pedro Henrique dá sua versão
“Dona Rita, agente comunitário da saúde, foi contratada através de prova seletiva, como os demais agentes. Ela foi demitida por desvio de função. Ela estava passando um abaixo assinado em que pedia a cabeça da diretora da creche. Seu filho teria sido agredido. Ela registrou um BO, mas não pediu providências da Administração. Eu não tinha como reverter uma decisão aprovada pelos próprios colegas e assinada pelo prefeito”.

Dona Rita desmente versão oficial
Para se defender da acusação, a ex-servidora afirmou na mesma entrevista concedida à rádio chapa-branca que nunca houve abaixo-assinado contra a creche. “Isso nunca existiu. A única coisa que fiz foi a carta”, afirmou.

Jogo rápido
Com o ex-prefeito Antônio Mário Ortiz

CONTATO - Sua filiação no PFL parece que foi um tiro certo. Poderá favorecer seu trabalho político?
Antonio Mário Ortiz – Torço para que o PFL possa realmente ocupar mais espaço. É o partido a que estou filiado e onde tenho amigos. O vice-governador [Cláudio Lembo] e o vice-prefeito de São Paulo [Gilberto Kassab] foram, justamente, as pessoas que me convidaram a voltar para o PFL. Foi muito honroso isso. Mas não vai me ajudar em nada na política local. Acho que é bom para o partido, mas não atinge Taubaté. A política local é outra realidade.

CONTATO – Alguma novidade que já possa ser anunciada?
Antonio Mário Ortiz –Estamos formando uma nova executiva local. Acredito que mais uns 30 dias a gente já tenha isso desenhado e vamos começar ter um partido organizado na cidade. Mas não temos ainda nenhum projeto específico. Há uma expectativa grande por parte da executiva estadual para que Taubaté possa participar do processo eleitoral do ano que vem.